Sábado, Novembro 05, 2005



Coletânea de Fanfics



Principais fics correspondentes ao período do livro "Ordem da Fênix".


Muito Barulho por Nada

Conversas nos Jardins

Em Hogsmeade

Uma Fuga e uma Surpresa

Mamãe

Príncipe, Sapa, Gatos e Revolucionários

Repercussões

Chá de Bebês

Aventurando-se nas Masmorras

Férias Verão do Sexto Ano


Enfeitiçado por Mina | 1:00 AM

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Férias da Mina - Beco Diagonal



Olá, Mina!

É realmente uma pena você não ter conhecido meu tio Sean e a tia Phoebe! A Ophelia é uma graça de criança, mas creio que haverá outras oportunidades (na verdade, espero muito que elas existam, nesses dias estranhos...).

Bem, mas ora! Que coisa fantástica! Você cuidou de um dragão? Depois quero mais detalhes, deve ser algo superb (e Hagrid ia se derreter todo de inveja e orgulho!)!

Como eu já tinha lhe contado, viajei de repente para a França, para a casa de meus avós maternos, em Aix-de-Provence, e os gatinhos ficaram com a vovó Vic (aliás, gostou das últimas fotos?). Mas já não estou mais lá, estou agora em Chamonix, ao pés do Mont Blanc. Uma história comprida.

O fato é que todos nós devemos ficar aqui até poucos dias antes do início das aulas (não sei exatamente quando, e, na verdade, acho que não posso falar). Mas acredito que a senhora Victoria Priout ficaria muitíssimo feliz com uma visita de um membro do clã dos MacFusty.

Realmente preciso ir agora, desculpe a pressa em terminar a carta.

Com carinho,

Selune Priout



Mina dobrou a carta, guardando-a junto aos muitos pergaminhos que dominavam a escrivaninha. Tinha posto um ponto final em Melodia Boêmia aquela manhã e sentia-se estranhamente mais leve com isso. Sorriu, observando o quarto. Estava, como sempre, uma bagunça. O malão que levaria para Hogwarts escava aberto sobre a cama e pilhas e pilhas de roupas espalhavam-se ao redor dela. Ela coçou a cabeça, suspirando.

- Eu faço as malas quando chegar. - prometeu para si mesma, deixando o quarto.

Desceu as escadarias de dois em dois degraus. Lá embaixo, Holly e Vincent conversavam., Os dois sorriram ao vê-la chegar e Vincent pôs o chapéu sobre os cabelos grisalhos, oferecendo o braço à neta.

- Vamos?

Mina também sorriu, fazendo uma ligeira mesura e aceitando o braço que ele lhe oferecia.

- Até mais tarde, Holly!

Ela acenou com a mão para a velha governanta no exato instante em que seu avô jogava o pó de flu na lareira. Holly só teve tempo de acenar com a cabeça de volta e, em seguida, Mina sentiu-se puxada para as chamas verdes frias.

- Caldeirão Furado!

Mina caiu sentada no fundo da lareira, com o avô sobre os joelhos. Com certa dificuldade, Vincent se levantou e estendeu a mão para ela, ajudando-a a se pôr em pé.

- Desculpe, Mina. Sente-se aqui. Quer beber alguma coisa?

Um tanto zonza, ela apenas assentiu para o avô, sentando-se na cadeira que ele puxara para ela.

- Uma batida de limão.

Logo um enorme copo de batida estava diante dela e Mina sorveu o líquido em longos goles, sentindo-se bem melhor. Ao mesmo tempo, encarava o avô, que ficara repentinamente sério. Quando ela terminou sua bebida e o barman tirou o copo, Vincent segurou sua mão de leve, soltando um suspiro resignado.

- Mina... Quando entrarmos agora no Beco Diagonal, talvez você se assuste um pouco. Coisas aconteceram nesse verão... Coisas que inclusive chegaram a afetar você... Não sei se estava certo ou errado em tentar te deixar na ignorância de tudo o que estava acontecendo, mas eu só queria proteger você. Só que, agora que vai voltar a Hogwarts... Com certeza vai ouvir muitas coisas - algumas verdadeiras, outras, nem tanto. Só o que lhe peço é que tente se manter à margem de tudo isso. - ele sorriu, soltando a mão dela e tomando o chapéu, que deixara sobre a mesa - Eu não quero que você se machuque.

Ela respondeu com um meio sorriso, encarando o avô docemente.

- Eu sei, vovô. E vou tentar me comportar.

Vincent também sorriu e se levantou.

- Muito bem... Vamos então?

Mina assentiu, levantando-se. Minutos depois estavam afinal no Beco Diagonal. Mas não o Beco Diagonal que ela conhecera de outras viagens.

Tudo parecia cinzento e sem vida. As lojas, os animais, as pessoas... Tudo se confundia num triste tom de cinza que impregnava até mesmo os olhares das pessoas que cruzavam com eles. E, se o próprio som pudesse ter uma cor, Mina apostava que ele também seria cinzento.

Aquilo era uma guerra? Ela suspirou, sentindo um peso nos ombros, abaixando a cabeça.

- Faltam poucos dias para o seu aniversário. - a voz de Vincent soou alegre, quebrando um pouco a melancolia que as pessoas em silêncio e de cabeça abaixada passavam para ela.

- Eu sei. - ela respondeu, tentando sorrir.

- Quinze anos... Soube que Godfrey lhe deu um arco.

Mina sentiu um sorriso verdadeiro brotar nos lábios e levantou a cabeça para responder ao avô. Mas, antes que pudesse fazê-lo, dois rostos conhecidos se destacaram entre os passantes.

Isaac e Cecille caminhavam diretamente para ela, junto com uma mulher de aspecto frágil e extremamente delicada. Pelos traços, ela certamente era parente dos Cyan.

Cecille foi a primeira a vê-la e abriu um enorme sorriso. Mina sabia que a garota não estava exatamente feliz por ver a ela, mas sim por enxergar um rosto familiar em meio a todo aquele cinza. Isaac também se virou para ela e, embora não sorrisse, havia um brilho de reconhecimento nos olhos dele.

- Mina! Está comprando material também? Como foram as férias? - Cecille foi atropelando as perguntas, aproximando-se dela enquanto falava animadamente.

- Olá, Cecille. - ela respondeu com um meio sorriso - Isaac.

Ele a cumprimentou com a cabeça e percebeu que ela olhava para a moça que os acompanhava.

- Essa é nossa tia Alyssa. - ele apresentou.

- Mina MacFusty. - ela se apresentou, apertando a mão que Alyssa lhe estendera - E esse é meu avô, Vincent.

Vincent cumprimentou os Cyan, vividamente interessado em Isaac e Cecille. Mina os citara em algumas cartas e ele ficara extremamente feliz em saber que a neta fizera amigos.

- Então, para onde estão indo? Já vão embora? - ele perguntou, sorrindo.

- Estávamos indo para a Floreios & Borrões comprar os livros que faltam. - Alyssa respondeu educadamente - Depois vamos embora.

- Pois eu insisto que almocem conosco! Será um prazer ter os amigos de minha neta em minha mesa. A propósito, esse encontro veio bem a calhar. Mina, você pode comprar seus livros enquanto eu vou buscar seu presente de aniversário?

- Hoje é seu aniversário? - Cecille perguntou, interessada.

Mina sentiu-se levemente acuada, mas controlou-se e meneou a cabeça, sorrindo.

- Dia nove. Estaremos em Hogwarts já.

- E como Godfrey lhe deu um arco de presente, também vou lhe dar algo útil. Não que livros não sejam úteis, mas todo ano você renova sua biblioteca...

Mina corou de leve.

- Vovô...

- E como não vou poder vê-la no dia, então lhe entrego logo hoje. - ele completou, abraçando-a pelos ombros - Está realmente na hora de começar a se preparar como domadora.

- Domadora? - Alyssa perguntou, observando Mina com atenção - Pelo que conheço do clã MacFusty, vocês cuidam de dragões. Você quer ser uma domadora de dragões?

Os olhos de Cecille se alargaram, lembrando-se de alguns textos que lera em Hogwarts. Seria Mina a escritora ou aquilo era uma coincidência? Isaac apenas sorriu, colocando as mãos nos bolsos e Mina mordeu os lábios de leve, assentindo.

- É uma menina corajosa. - Alyssa sorriu, olhando-a com certa admiração.

- Então... Posso contar com vocês para o almoço? - Vincent voltou a perguntar.

Foi Cecille quem tomou a frente.

- Claro, senhor MacFusty, será um prazer.

Isaac e Alyssa observaram Cecille com certa surpresa, mas ela apenas sorriu e puxou Mina pelo braço, começando a caminhar para a livraria enquanto conversava animadamente com a colega. Meio tonta, Mina apenas se deixou guiar.

A manhã se passou agradavelmente e Vincent só foi reaparecer perto do horário do almoço, como se para não dar aos Cyan nenhuma chance de fuga. Segurava um embrulho prateado razoavelmente grande, mas Mina não pode analisar muito bem o que poderia estar por debaixo do papel. Pela lareira do Caldeirão Furado, eles logo chegaram ao casarão dos MacFusty em Londres.

Holly provavelmente já fora avisada que teriam visitas, pois a enorme mesa da sala de jantar - herança de séculos do clã, quando a família era tão grande que faltavam lugares para todos nela - estava posta.

Já sentados à mesa, Mina observou com mais atenção ao pacote que o avô deixara na sala. Deveria ter uns quarenta centímetros de altura e estava todo coberto pelo papel prateado, que fazia estranhas formas nos lugares onde se acumulava.

- Mina, você não tinha uma gatinha? Ela já teve os filhotes? - Cecille perguntou, enquanto a mesa era servida.

- Freyr já ganhou os filhotes, sim. Eles estão na casa de Selune, a dona do Lucky, que é o pai. Por sinal... - Mina virou-se para o avô - ...temos que ir à casa da avó de Selune pegar Freyr e Loki.

- Eles devem ser muito fofos... - Cecille sorriu - São quantos filhotes?

- Quatro. - Mina respondeu, orgulhosa e em seguida teve uma idéia - Cecille, você tem algum animal de estimação? Eu já vi seu irmão com um gato, mas...

Cecille meneou a cabeça e Mina abriu ainda mais o sorriso.

- Você não gostaria de ficar com um deles?

- Eu posso?

- Só preciso falar com a Sel... Quando chegarmos lá, eu posso pedir a avó dela.

- Então, podemos ir depois do almoço. - Vincent observou - Vamos de carro, pegamos os filhotes e deixamos seus amigos em casa.

- Não precisa se incomodar... - Alyssa começou.

- Eu faço questão. - Vincent respondeu prontamente - Fiz vocês se desviarem de seu caminho, então é justo que os leve de volta.

O restante do almoço transcorreu tranqüilo. Ao final dele, se reuniram na sala e agora todos olhavam curiosos para o presente.

- Pode abrir, Mina.-Vincent disse, sentando-se no sofá enquanto oferecia uma xícara de chá para Alyssa.

O papel do embrulho rapidamente foi ao chão, revelando a imagem de um dragão. O corpo parecia ser feito de gelo, embora fosse estranhamente quente. Sentindo as mãos suadas, Mina tocou o peito da imagem, sentindo uma respiração pesada acompanhada de um leve batimento cardíaco, ao mesmo tempo em que o coração do dragão surgia em um vermelho translúcido, destacando-se contra o resto da estatueta.

- Através desse modelo você vai poder estudar fisiologia draconiana sem ter que se aproximar de um dragão de verdade ; pelo menos por enquanto.-Vincent observou-Parece vivo, não é?

Os outros assentiram alegremente, mas os olhos de Mina tinham se nublado. Vivo até demais, ela resmungou mentalmente para si mesma. Um zumbido estranho ecoou em seus ouvidos. O som de um sino...

- Mina, pode pedir a Holly para trazer sorvete, por favor?

A voz do avô novamente despertou a garota e ela assentiu, deixando a sala rapidamente. Antes, porém que chegasse à cozinha, sentiu uma mão pousar sobre sue ombro.

- Você esta bem?-Isaac perguntou, encarando-a com certa curiosidade.

- Você não perde a oportunidade, não é mesmo, cão de guarda?-ela tentou sorrir, mas apenas encostou-se à parede.

- É a minha função, milady.-ele fez uma leve mesura com a cabeça-E então?

- Não foi nada.-ela respondeu, sentindo a voz tremer de leve.

Não chegara a conversar sobre aquilo nem mesmo com Godfrey, que era a figura mais próxima de um pai que ela tinha. Por que diria a Isaac?

Meneou a cabeça. Talvez por ter guardado tudo o que acontecera só para si é que ela se sentia daquele jeito, com o peso do mundo nas costas. Represara todos os pensamentos acerca do que acontecera no galpão e aquilo, decididamente, não lhe estava fazendo bem.

Sentiu os olhos de Isaac sobre ela e se surpreendeu ao perceber que havia um certo brilho de preocupação neles.

- Você não está bem. Já não estava bem no Beco. Agora está pior.-Isaac afirmou-Eu quero ajudar, mas você precisa confiar um pouco em mim, Mina. Me dê um voto de confiança.

Mina estreitou os olhos, mas acabou por soltar um suspiro. Estavam na porta da cozinha. Ela colocou a cabeça por alguns instantes, avisando a Holly sobre os sorvetes e, em seguida, puxou Isaac pela manga da camisa até a biblioteca.

- Eu não sei por que você tem essa vocação para cavaleiro andante, mas já que faz tanta questão...-ela começou nervosa, sentando-se na poltrona do avô. Isaac sentou-se diante dela, em silêncio-Você deve ter ouvido durante o almoço que passei as férias nas Ilhas Hébridas com meu avô. E que ajudei a cuidar de um filhote de dragão machucado.

- Chama de Prata.-ele respondeu-Eu prestei atenção na sua conversa com Cecille. Às vezes minha irmã pode se tornar um tanto inconveniente...

Mina deu um sorriso fraco e, em voz baixa, começou a despejar toda a história. Como acordara naquela noite gelada, o que encontrara no galpão, o sino, a queda e, por fim, o fogo.

- Primeiro eu vi Chama de Prata, imponente sobre o fogo...-ela continuou com a voz embargada-Estava tão ocupada em admirá-lo que só percebi o que estava acontecendo quando ouvi os gritos... E quando vi... Quando vi...

- Eu já entendi.-Isaac a interrompeu em voz baixa-Não precisa continuar.

Ela lhe deu um olhar agradecido e fechou os olhos, ajeitando-se na poltrona.

- Ele não era muito mais velho que a gente. Talvez só uns dois, três anos...-Mina observou, respirando fundo para controlar-se.

- Quando chegarmos em Hogwarts, você pode pedir uma poção a Madame Pomfrey para dormir sem sonhos.-Isaac observou-Você se impressionou com o que viu. Com o tempo, isso vai passar. Por hora, acabar com os pesadelos é a única coisa que você pode fazer.

Mina assentiu, sorrindo de leve.

- Obrigada, Isaac. Mas acho melhor voltarmos para a sala. O sorvete nos espera.-ela brincou, tentando dissipar o sentimento opressivo em que a biblioteca mergulhara.

Isaac apenas assentiu, meneando a cabeça com um meio sorriso. Ele já percebera que não era da natureza da garota se tornar melancólica, mesmo que ela parecesse tímida e calada à primeira vista.

Duas horas depois, o carro azul de Vincent, que rodava sem motorista, parou diante da casa de Victoria Priout, a avó de Selune.

Enfeitiçado por Mina | 12:58 AM

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Férias da Mina - O Presente


Selune:

Como vai você? Espero que esteja aproveitando suas férias. As minhas têm sido movimentadas... Como já lhe falei em cartas anteriores, estive nas Ilhas Hébridas, na casa do meu avô e cheguei até mesmo a cuidar de um filhote de dragão machucado. Fascinante, não?

Mas, como diz o velho ditado, tudo que é bom acaba rápido. As férias estão quase no fim e estou em Londres há dois dias, preparando tudo para o reinício das aulas. No final de semana irei ao Beco Diagonal comprar meu material e gostaria de saber se posso passar pela sua casa para rever nossa pequena família de felinos e entregar Loki ao meu avô, como combinamos.

A propósito, perguntei ao meu avô sobre seus tios, aqueles que você disse em sua última carta que moravam lá na Ilha... Ele me disse que eles estão numa viagem de pesquisas e só voltarão em setembro.

Bem, vou me despedindo por aqui... Tenho certeza de que você tem muito a fazer e aproveitar, então, deixe que eu me despeça antes que essa carta se transforme em algo quilométrico.

Um abraço,

Mina MacFusty.


Mina suspirou, dobrando o pergaminho e levantando-se de sua escrivaninha. Faust, empoleirado no parapeito da janela, estendeu a pata tão logo ela se aproximou. Com um sorriso fraco, a garota acariciou a penugem do alto da cabeça da coruja e amarrou sua carta.

- Boa viagem, Faust.

Ela recebeu um beliscão de leve no dedo como resposta e, em seguida, a imponente ave sumiu no céu escuro. Mina observou por alguns instantes as esparsas estrelas que sobreviviam à névoa que dominava a paisagem londrina e voltou para sua escrivaninha. Vários pergaminhos manuscritos avolumavam-se em uma pilha bagunçada sobre a mesa.

Mina puxou a pilha para si, relendo os últimos parágrafos que escrevera. Faltava pouco para acabar mais aquela história. Quando chegasse a Hogwarts, procuraria Adhara. Prometera a sonserina depois de toda a confusão que as tinha feito se aproximar que deixaria ela ler o que escrevesse dali em diante. Estava prestes a recomeçar seu trabalho quando alguém bateu à porta.

- Pode entrar.

Godfrey abriu a porta, passando por ela e fechando-a em seguida. Mina levantou-se, observando o pacote que o velho amigo trazia consigo.

- Boa noite, Mina. - Godfrey cumprimentou com um sorriso afetuoso, sentando-se na beirada da cama dela.

- Boa noite, tio Godfrey. - ela respondeu, sentando-se ao lado dele - Aconteceu alguma coisa?

Ele coçou os cabelos claros, numa expressão pensativa.

- Se avô pretende ficar por aqui até despachá-la para Hogwarts. Terei que voltar para as Hébridas hoje à noite, não podemos ficar sem ninguém no leme por lá. Então, eu vim me despedir... E entregar seu presente de aniversário adiantado.

Mina sorriu.

- Tio Godfrey, não precisava, eu...

- Você vai completar quinze anos, Mina. Se realmente quer ser uma domadora, tem que começar a praticar. Além disso, você está precisando se distrair com alguma coisa. Pensa que não notei essas olheiras?

A garota desviou o olhar para o espelho pregado na parede e espantou-se com a própria imagem. Os cabelos estavam mal amarrados em um rabo de cavalo, a pele estava pálida e havia duas profundas olheiras sob seus olhos. Realmente, há semanas que era constantemente assaltada pela insônia, dedicando quase todas as suas noites a escrever quase febrilmente suas histórias para esquecer os pesadelos que a acompanhavam nos últimos dias.

Godfrey entregou o embrulho a ela e Mina observou o pacote por alguns instantes antes de desembrulhá-lo rapidamente, revelando um arco de madeira trabalhada e uma alijava feita de flechas de ponta brilhante. Ela retirou uma das flechas, passando os dedos delicadamente sobre o metal frio.

- Às vezes, os dragões estão voando muito alto para os acertarmos com feitiços. Às vezes não conseguimos atravessar o couro deles quando necessário. Às vezes não conseguimos medicá-los... Há uma série de situações que o tamanho e a possibilidade de voar que os dragões possuem deixam nossas varinhas sem ação. Por isso, desde a origem de nossa profissão, usamos arcos ou bestas com flechas de ponta...

- Ponta de argentium. - Mina completou - Prata é um excelente condutor de magia, enquanto o ouro é um isolante.

Godfrey sorriu, assentindo.

- Essas flechas não estão enfeitiçadas, nem embebidas em nenhuma poção. São flechas comuns, só para você treinar a mira.

- Mas eu pensei que os MacFusty tradicionalmente usassem bestas. - Mina observou, enquanto virava e revirava o arco entre as mãos, encantada com os entalhes na madeira escura, quase negra.

- Nós usamos. - Godfrey concordou - mas você ainda é muito nova para usar uma besta. tem que se acostumar com o arco primeiro. Peça ajuda a Hagrid quando chegar a Hogwarts. Ele poderá ensiná-la a lidar com essa arma.

Mina sorriu.

- Obrigada, tio Godfrey.

Ele a abraçou pelos ombros, trazendo-a para si.

- De nada, mocinha. Mas trate de se cuidar. Descanse um pouco, pare de se preocupar tanto.

A garota apenas assentiu imperceptivelmente enquanto ele se levantava, depositando um beijo de leve na testa de Mina.

- Nos vemos no Natal, Mina.

Ela assentiu e Godfrey deixou o quarto. Mina voltou a atenção para o arco em suas mãos. Aquilo seria divertido...

Enfeitiçado por Mina | 12:57 AM

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Sexta-feira, Novembro 04, 2005



Férias da Mina - Melodia Boêmia


Sentindo um leve frêmito de excitação, ela percorreu o cômodo em passadas largas, encantando-se com cada pequena descoberta que fazia. Havia uma estante quase cedendo sob o peso dos livros que carregava, livros escritos em línguas que ela não conhecia, livros belamente encadernados, livros cheios de feitiços medonhos, livros, livros, livros...

Mina controlou-se para não pegar um daqueles livros e começar a ler ali mesmo, esquecendo-se de todo o resto ao seu redor. Pulou sobre alguns brinquedos velhos ou quebrados, e, em alguns, ela reconheceu sombras da própria infância. Remexeu nos pequenos objetos de prata cujos propósitos ela não tinha como descobrir. Uma vitrola repousava a um canto, como se esperasse para ser tocada. Tudo ali respirava um ar quase nostálgico, quase melancólico.

A atenção da garota foi desviada de uma série de cartas com aparência muito antiga para uma forma estranha junto à pequena janela circular. Ela olhou pensativamente pelos vidros sujos da janela, observando o céu azulado lá fora.

- Numa toca no chão vivia um hobbit. - ela murmurou para si mesma, sorrindo. Aquele sótão era exatamente a imagem que ela tinha de uma toca de hobbit.

Rindo de leve com a lembrança, ela se aproximou da janela e puxou o pano escuro que protegia a "coisa" de forma estranha. Era um cabideiro dourado, com pés trabalhados de onde delicadas sereias pareciam prestes a se erguerem. Havia três vestidos pendurados - um leve odor de mofo e guardado exalava deles, mas eles ainda assim pareciam intactos.

Mina tirou o primeiro do cabide. Era um vestido branco com delicados laços negros, parecido com uma roupa de boneca. Havia uma foto em preto e branco amarrada junto ao laço do decote e Mina sorriu ao reconhecer a avó, Stella, lhe lançando um beijo. Os traços de ambas eram bem parecidos... Se Mina tirasse os óculos, seria quase uma cópia da avó.

Os outros dois pareciam vestidos de baile. Eram pesados, de veludo cheio de brocados. Deveriam ser terrivelmente abafados... Mas ao mesmo tempo, eram tão bonitos...

Stella morrera quando Mina tinha quatro anos. Lembrava-se vagamente dela a niná-la, sempre acompanhada de Holly. Gostaria de ter conhecido um pouco mais a avó...

Coçando o nariz por causa da poeira, Mina colocou o vestido de volta no cabide, notando um enorme baú por trás do cabideiro. Com algum esforço, puxou o baú do nicho onde ele se abrigara por anos e anos. Havia um cadeado fechando-o, mas estava tão velho e carcomido, que Mina não teve muita dificuldade para abri-lo.

Uma nuvem de poeira escapou da caixa, fazendo-a tossir e espirrar. Mina puxou a manga da camisa para cobrir o nariz e, com alguma dificuldade, pôs-se a observar o conteúdo do baú.

Havia alguns livros, em sua grande maioria, livros escolares, como os que ela própria usava em Hogwarts. Mina piscou os olhos ao perceber uma encadernação de couro vermelho-sangue com letras douradas. Lembrou-se de uma noite na biblioteca, a alguns meses atrás.

Soltando a manga da camisa, ela puxou o livro para si. O leão dourado da capa dormia a sono solto e as letras que formavam o nome "Livro do ano" pareciam tremer com a respiração do símbolo da Grifinória. Mina abriu o livro e sorriu ao ver que, diferente do livro que encontrara na biblioteca, aquele estava cheio de assinaturas e pequenos recadinhos.

"Este livro pertence à Alice MacFusty , formanda - Grifinória"

"Muito bem, Alice! Agora você é uma mulher formada e está prestes a se casar. A menina precoce da turma! Adoro você. E.V."

"Os dragões te esperam, mocinha. Não pense que só porque vai casar com Frank seus pais vão deixar você escapar às tradições da família. Tradições são muito importantes, sabia? Como um legítimo maroto, eu acredito que em breve teremos uma nova geração para atormentar tio Filch. E, logicamente, depois desse show... Seu filho com certeza será um de nossos herdeiros!!! S.B."

"Não liga para o Amofadinhas, Lice. Eu juro que não consigo entender como conseguimos sobreviver todos esses anos a essas coisas. Sorte sua ter agarrado justamente o menino certinho da turma... Se James ousar imaginar que um filho MEU vai seguir as tradições deles, ele está muito enganado! Beijos! L.E."

Vários outros recados se seguiam, todos extremamente divertidos. Aparentemente, Alice era uma garota muito popular em sua época. Depois de olhar algumas fotos perdidas dentro do álbum, Mina finalmente entendeu seu parentesco com a mulher. Ela era filha única de Gerald MacFusty, irmão do seu avô, que morrera exatamente no ano em que a filha se formara. Assim, era sua prima em algum grau.

Observou a foto de Alice, abraçada a um rapaz sorridente, imaginando se já não conhecia o rosto da mulher de algum lugar. Os olhos, o sorriso... Virou a foto, lendo a dedicatória.

"À minha futura esposa, Alice Longbottom. Frank."

- Longbottom? - Mina perguntou para si mesma - Longbottom? Neville Longbottom? Ela é a mãe do Neville? Mas...

A voz de Snape invadiu seus pensamentos, comparando-a a um primo que, na época, ela julgara imaginário ou fruto de alguma bebida que o professor de poções ingerira.

- Bem... Acho que isso faz algum sentido agora. - ela sussurrou para si mesma, suspirando - Snape não gosta de mim porque sou prima do Neville. Oras... Dane-se aquele morcego velho.

Mordendo os lábios, ela voltou a atenção para a caixa, retirando os livros, sorrindo a cada bilhete que caía das páginas amassadas, repletos de divertidos recados sobre a chatice das aulas de Binns ou o estado de espírito de uma das meninas ou sobre a última peça dos marotos.

Quando terminou de empilhar os livros fora do baú, sentiu o ar faltar ao ver o que a esperava lá no fundo. Se não tivesse tido a curiosidade de conhecer o mundo dos trouxas ao se matricular no terceiro ano para as aulas de miss Renard, aquilo não lhe faria a menor diferença. Mas como ela sabia o que eram discos e como eles funcionavam...

Ergueu-se, vasculhando com os olhos o sótão. Vira uma vitrola ali e na hora em que batera os olhos nela, nem estranhara o fato de um objeto trouxa como aquele estar guardado ali. Mas agora... Precisava da vitrola o mais rápido possível.

Pulando por cima das caixas que havia em seu caminho, Mina chegou até a vitrola e a ligou. Funcionava ainda. Com alguma dificuldade, ela segurou o objeto e deixou o sótão, caminhando pesadamente até seu quarto. Depois de instalar a vitrola junto à escrivaninha, voltou ao sótão e recolheu todos os discos que estavam no baú, assim como alguns livros, carregando-os também para seu quarto.

Sentou-se no chão, observando os títulos dos discos. Nat King Cole, The Platters, Sisters Sleedge, Queen... Pelos títulos, eram todos álbuns de música trouxa. Escolheu o da capa mais colorida e colocou-o na vitrola, enquanto lia os títulos das canções.

- There's no time for us... There's no place for us... What is this thing that builds our dreams... and slips away from us? Who wants to live forever? Who wants to live forever? When love must die?

Mina fechou os olhos, deixando-se levar pelo ritmo da música. Lembrou-se novamente do galpão, das cinzas... Mas, dessa vez, essa lembrança não venho acompanhada de um sentimento de medo, mas de tristeza. Coçando a cabeça, ela reabriu os olhos e observou uma coruja negra pousada no parapeito de sua janela.

- Hei! Tudo bem, Faust?

A coruja piou, como se respondesse que sim, estava tudo bem. Estendeu a pata para que Mina pegasse a carta, mas, antes que a garota acabasse de desamarrar o pergaminho, uma idéia lhe ocorreu. Sentou-se pesadamente junto à escrivaninha, mordendo os lábios de leve.

- O que você acha, Faust? Uma nova história... Você gostaria de ser um personagem, Faust?

Ela apenas sorriu quando Faust inchou o peito emplumado, voltando a estender-lhe a pata. Mina tirou o pergaminho dele e a ave logo alçou vôo, afastando-se do solar. Ela leu pensativamente a carta que Selune lhe mandara, dizendo que estava tudo bem com Freyr e os filhotes e que ela não se preocupasse. Depois teria que responder à francesinha, avisando que logo iria à Londres e gostaria de ir visitar os felinos e entregar Loki ao avô.

Mas agora, ela tinha outros planos. Puxando para si um pergaminho, ela voltou a atenção para a vitrola. A música acabara de mudar. Com um sorriso cansado, ela escreveu no alto da folha.

Melodia Boêmia.


Enfeitiçado por Mina | 6:37 PM

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Férias da Mina - O Sótão


As vigas estalaram sob o peso dos escombros... Os olhos azuis viraram-se para ela, repletos de ódio e dor... Gritos...

Mina acordou assustada, sentando-se na cama, arfante. Enxugou o suor do rosto e recostou-se à cabeceira. Pela terceira vez seguida desde toda aquela confusão com Chama de Prata e os comensais, ela tinha aquele pesadelo. Aquilo não era certo... O que estava acontecendo afinal?

Com um suspiro, jogou as cobertas de lado e se levantou, ao mesmo tempo e que colocava os óculos. Observou a escrivaninha, cheia de papéis amassados e livros abertos. Precisava fazer alguma coisa que a distraísse... Alguma coisa que a fizesse esquecer... Ela encostou a cabeça ao vidro da janela, sentindo a frieza dele junto à pele.

- É tudo culpa sua. - ela resmungou para si mesma - Se você não fosse uma maluca que acha que dragões precisam dormir com cobertores em noites frias, não tinha acontecido nada daquilo.

Ela puxou a velha poltrona em que Holly costumava sentar para lhe contar histórias quando ainda era muito criança e ficou observando o céu noturno começar a ganhar as aquarelas da aurora. O raiar do dia logo fez Mina esquecer todas as preocupações de mais uma noite insone.

- Afinal, sob a luz do sol, os pesadelos não costumam tomar forma... - ela sorriu, levantando-se e entrando no banheiro para tomar um demorado banho.

Com algum custo, ela conseguiu proteger o gesso do braço. Aquela coisa estava incomodando terrivelmente... Mas Holly prometera que arranjaria uma poção para consertar o osso que quebrara e que, em breve, ela estaria sem aquele maldito peso morto que a impedia de escrever muito.

Meia hora depois, ela estava na cozinha, onde o avô e Holly a esperavam.

- Bom dia, Mina. - Vincent a saudou, sério.

- Bom dia, vovô; Holly.

A governanta apenas fez um sinal com a cabeça enquanto Mina se sentava e observava os pãezinhos açucarados em seu prato. Pouco depois, Holly colocou diante dela um copo com um líquido verde espumante estranho.

- Beba logo. Você pode comer os pãezinhos depois para tirar o gosto. - ela ordenou.

Mina arqueou a sobrancelha.

- O que é isso?

- É uma poção celta de cicatrização. Quando terminar o café, poderemos tirar esse gesso.

A garota assentiu e aproximou o nariz do copo, sentindo um cheiro levemente nauseante. Holly tinha sangue druida, como ela mesma costumava dizer - certamente sabia o que estava fazendo. Mas o que diabos teria naquela bebida?

Prendendo a respiração e fechando os olhos, Mina levou o copo aos lábios. Sentiu ânsias tão logo o líquido amargo desceu por sua garganta, mas continuou bebendo até ter engolido toda a poção. Com o canto dos olhos, a garota percebeu que agora havia um meio sorriso nos lábios do avô. Talvez ele achasse que aquilo era um bom castigo...

- Agora tome seu café. - Holly disse mais brandamente, tirando o copo das mãos de Mina.

- E depois eu posso ir lá fora? - ela perguntou com a voz mais suave que podia fazer, voltando-se para o avô.

Vincent meneou a cabeça.

- Você não porá os pés para fora dessa casa sem a minha companhia, Mina. E, como eu vou resolver negócios na vila hoje e você não poderá ir comigo... Trate de permanecer aqui dentro.

Ela suspirou, assentindo, e começou a tomar seu café. Quando terminou, Holly a guiou para a sala onde, com uma tesoura, a livrou das talas que imobilizavam seu braço. Após limpar a sujeira do gesso, Holy inclinou-se junto à Mina.

- Mexa o braço. Veja se dói alguma coisa. - ela pediu, levemente preocupada.

Para frente, para o lado, para trás... Mina mexeu o braço de todas as maneiras que Holly indicava para que ela fizesse. Quando finalmente se deu por satisfeita, a mulher levantou-se, recomendando que Mina tomasse cuidado e se comportasse.

Vendo-se sozinha, Mina fechou os olhos, descansando a cabeça no encosto do sofá. E agora, o que faria durante todo o dia? Estava sem muita inspiração para escrever, não podia sair de casa, não estava com vontade de ler... O que fazer?

Um sorriso quase matreiro surgiu em seus lábios nesse instante. O sótão... Ela nunca tinha tempo de explorar o sótão, sempre que tentava subir as escadas que levava àquele lugar, o avô a chamava para ver alguma coisa ou conversar ou qualquer coisa do tipo. Mas agora que ele não estava em casa... Holly nem perceberia, já que ela não costumava subir para o corredor do sótão, no terceiro andar... Certamente acharia que ela estava trancada em seu quarto, escrevendo.

Mina levantou-se da poltrona e rapidamente correu escada acima. Percorreu todo o corredor do primeiro andar, detendo-se em cada porta para ouvir se havia algum movimento suspeito. Finalmente, do lado oposto ao quarto do seu avô, ela se encontrou aos pés da escadaria que levava ao segundo andar. E ao sótão.

Com cuidado, ela começou a subir os degraus, torcendo para que os rangidos que ela deixava escapar não chamassem a atenção de ninguém. Tentando se acalmar, ela contava os degraus mentalmente, até finalmente chegar no topo da escadaria. Observou a porta fechada do sótão por alguns instantes. E se estivesse fazendo alguma coisa errada?

- Bem, tecnicamente, não estou fazendo nada de errado... - ela levou a mão ao queixo, pensativamente - Ninguém nunca me proibiu de vir aqui em cima. E eu preciso parar de falar sozinha comigo mesma...

Sorrindo, ela puxou a maçaneta e piscou os olhos ao se deparar com a penumbra do sótão. O lugar era iluminado apenas por uma janela, escondida sob uma pesada cortina. Dezenas de objetos estavam espalhados, empilhados desordenadamente, cheios de poeira e de histórias para ela descobrir.

Com os olhos brilhando de excitação, Mina entrou no sótão, fechando a porta atrás de si.

Enfeitiçado por Mina | 6:36 PM

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Domadora de Dragões


Nome: Mina Westenra MacFusty

Casa a que pertence: Grifinória

Ano escolar: Quarto ano

Varinha: Pena de fênix, Ébano - 26 centímetros. Um tanto resistente e boa para transformações

Aula que mais gosta: Defesa Contra as Artes das Trevas (enquanto Remo Lupin era professor), Astronomia e Transfiguração

Aula que mais detesta: Poções

Segredo que não confessa nem sob tortura: Tente me torturar e vai descobrir...

Sonho secreto: Entrar de cabeça nos negócios da família - o clã MacFusty cuida de dragões

Desilusão: Infelizmente, ter que esperar até se formar para entrar nos negócios da família

Quem admira: Remo Lupin

Animal de estimação: Uma gata negra inteligente na mesma medida em que é manhosa, que atende pelo nome de Freyr

Família


Pai: Jonathan Ogden MacFusty. Especialista em dragões, vive viajando pelo mundo, tendo muito pouco tempo para a família. Geralmente é sério e rigoroso, pouco afeito a demonstrações de afeto

Mãe: Lucy Westenra MacFusty. Dinarmaquesa, Lucy estudou em Beaubextons. Conheceu Jonathan em um intercâmbio entre suas escolas e, depois de formada, mudou-se para a Escócia, onde vive a família do marido, trabalhando na Academia de Ciências Alquimísticas como pesquisadora.

Parentes Paternos

Avô: Vincent MacFusty. Patriarca dos MacFusty, foi auror no passado, mas hoje está aposentado. A grande paixão de sua vida é hoje a neta.

Avó: Stella Ogden MacFusty. Irmã de um dos juízes do Supremo Tribunal Bruxo, morreu poucos anos depois do fim da guerra contra Voldemort, de velhice.

Prima: Alice MacFusty. Filha do único irmão de Vincent, Gerald, Alice casou-se com Frank Longbottom, tendo com ele um filho, Neville. Foi torturada até a loucura por comensais após a queda daquele-que-não-deve-ser-nomeado.

Parentes Maternos

Avô: Levi Westenra. Morreu antes de conhecer a neta, durante a Segunda Guerra Mundial, em um campo de concentração. Embora não fosse trouxa, optou por assim viver por causa da mulher.

Avó: Ester Sven Westenra. Judia, Ester conseguiu escapar antes de ser mandada para um campo de concentração na Alemanha. Mas seu marido não teve tanta sorte. Foi para a Dinamarca, onde viveu entre os parentes de seu marido e onde teve sua filha. Morreu alguns anos depois de Lucy se mudar para a Escócia.


Coletânea de Fanfics


Principais fics correspondentes ao período do livro "Ordem da Fênix".

Muito Barulho por Nada
Conversas nos Jardins
Em Hogsmeade
Uma Fuga e uma Surpresa
Mamãe
Príncipe, Sapa, Gatos e Revolucionários
Repercussões
Chá de Bebês
Aventurando-se nas Masmorras

Álbum de Fotos


Mina Chuva
Mina Flores
Stella Mac Fusty (avó)

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